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riscos_e_rabiscos

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* Coisas que não permito! *

Embora não seja uma pessoa demasiado ciosa da minha privacidade com quem me conhece na vida real, não gosto de a partilhar por aí.

 

Sou eu que tenho o comando e as rédeas da minha vda e jamais será de outra forma. Além de ser uma pessoa um bocado arisca e esquisitinha com o que é meu, ninguém tem nada a ver com a minha vida, assim como eu não tenho nada a ver com a dos outros.

 

Fui educada e habituada a não me meter na vida de ninguém e nunca os meus pais se meteram na minha. Fui sempre uma miúda que nunca mentiu aos pais que também nunca me disseram que não podia ir ou fazer fosse o que fosse.

 

Assim sendo, não é agora depois de adulta que uma pessoa de família, que não os meus pais, marido ou irmão, que vai partilhar na net, especialmente no facebook, pormenores da minha vida privada! Era o que mais faltava!

 

Quem conhece o meu perfil do facebook sabe que as 2 ou 3 fotos minhas que lá estão mostram-me ou de lado, ou "pintadas" ou era criança. E chega! Publicações da minha vida pessoal só coisas parvas - sim, eu sou uma tonta assumida!  - como a que publiquei hoje:

 

Faltam 56 dias para o meu aniversário, podem oferecer-me umas calças e uns pares de cuecas girinhas! Estou a correr o risco de me cairem as calças e ficar de rabo à mostra na rua!

 

Partilho essencialmete o meu artesanato, os meus amados cães e algumas coisas engraçadas que gosto. Jamais coisas que me identifiquem.

 

Na verdade, onde eu revelo mais de mim, do meu eu, do que me vai na alma e no coração é aqui no meu adorado blogue. E assim será.

 

Reitero que meterem o bedelho na minha vida privada e lançar na net pormenores da minha vda privada não o admito a ninguém. Se por acaso achar que deve ser partilhada alguma coisa, serei eu a fazê-lo! até lá, aconselho-vos a terem cuidado com a língua, ou melhor, com os dedos, não despertem a leoa que há em mim!

 

Pepper dixit!

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* Por acaso não sei.*

Será normal que a minha tia me ligue a perguntar qual é a morada da filha DELA?!?

 

Eu explico: durante 3 anos dei aulas numa escola que fica numa rua que vai dar à rua onde a minha prima mora mas para a minha tia a rua é a mesma, mesmo não sendo. Por acaso não sei a morada da escola porque nunca precisei dael para nada, nem para lá ir pela primeira vez pois a escola é numa zona central.

 

Perguntam vocês: mas porque é que ela não telefonou para a filha a perguntar? Ora aí é que está o busílis da questão. a minha tia além de ser uma pessoa muito sui generis, tem alguns comportamentos socialmente esquisitos frutos de uma vivência num universo cujo tamanho é o princípio e fim da mesma rua. A explicação para não ter ligado para a filha é porque ela está a trabalhar e não quer interromper.

 

Mas e porque não telefonou para o genro? Porque está a trabalhar e não quer interromper. Sendo que o genro - o Dr. coisinho - até trabalha por conta própria e quem faz os horários é ele!

 

E eu lá tenho que adivinhar a morada da sua rica filhinha que nunca me convidou para lá ir a casa (fui lá uma única vez por engano)!

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Problemas De Interpretação.

Cheguei a casa morta de calor e cansaço. Ainda não tinha dado dois passos, já ela estava em stress a dizer-me que o meu pai tinha ido para o hospital. Como já estou habituada ao histerismo exagerado dela e às situações de treta, entrei para o meu quarto e coloquei as minhas coisas em cima da cama.

 

Então ela explicou-se um pouco melhor: o meu tio tinha-lhe ligado a dizer que uma pessoa que estava a trabalhar com o meu pai lhe dita dito que tinha ido para o hospital. Fiquei logo com os dois pés atrás, porque o meu sexto sentido assim me comandou. com a calma possível, fiz as perguntas da praxe e liguei ao meu irmão a explicar o sucedido. Até a ele lhe pareceu esta história pouco credível.

 

Ele fez alguns telefonemas e descobriu que, afinal, o meu pai foi com um vizinho AO hospital e não PARA o hospital. Estão a ver a diferença? Percebem como umas palavrinhas de poucas letras podem alterar o significado completo de uma frase? Como umas singelas palavras simples podem originar tamanha confusão?

 

A minha mãe entrou em paranóia completa. Enfiou-se no WC com dores de barriga e nem se deu ao trabalho de deslindar a história. Preferiu entrar num estado de histeria e paranóia despropositada e eu aqui é que tenho de aguentar os nervos dela. Tenho as costas largas. E não me enervo, segundo a opinião dela. Agora está para ali deitada a sentir-se mal. Pudera! Eu até nem digo mais nada...

 

Foi hoje à médica. Emagreceu imenso porque não come devido aos nervos. E eu vou engordando, graças aos nervos. A médica disse-lhe que nós tínhamos de estar do lado dela, e de lhe dar apoio porque ela tem razão.Ela tem razão em enervar-se mas depois perde a razão com as atitudes e comportamentos dela. Mas ela não compreende nem aceita isso. Acusa-nos de não estarmos do lado dela mas nós até estamos. Só não suportamos os nervos sistemáticos dela, o picar constante, o dizer as mesmas coisas vezes atrás de vezes sem conta.

 

Ela precisa de apio. E então e eu? Chego ao ponto de ter de por uns phones e ouvir música porque já não a aguento mais. Queixa-se que não tem ninguém com quem falar por isso tem de desabafar connosco. Mas ela tem amigas.

E então e eu? Eu engulo calada e sem opção de querer ouvir ou não o que ela diz, sem opção de querer ou não ser envolvida nesta porcaria toda. Tem uma grande depressão em cima. E então eu? Estou tão bem ou tão mal que não me consigo concentrar, não consigo memorizar nada, sinto-me um trapo.

 

Mas não tenho razão para andar deprimida, triste, sem vontade de nada, sem concentração e distraída. Acha ela. Mas eu tenho as costas largas e lá vou aguentando. Se não fossem as lágrimas que me vão saltando dos olhos...

 

Silêncio Precisa-se!

 

Gostava tanto de chegar a casa e o clima estar calmo e tranquilo. Mas não. Isso não tem sido possível. Assim que chego tenho logo a matriarca a por-me a par do que se passou enquanto eu estava ausente.

 

Eu percebo que ela precise de desabafar mas eu também preciso de tranquilidade, de paz, de me afastar desta porcaria toda. Nem que seja só um bocadinho. Só gostaria de saber quando é que toda esta história vai ter fim.

 

Preciso de silêncio. Urgentemente. Ignorem-me. Não me digam nada. Não me perguntem nada. Não me peçam nada. Não me deem ordens. Por favor?!